A
FONTE
Letra: Renato Russo
Música: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá
O que há de errado
comigo ?
Não consigo encontrar abrigo
Meu país é campo inimigo
E você finge que vê mas não vê
Lave suas mãos que
é a sua porta que irão bater
Mas antes você verá seus pequenos filhos trazendo novidades
Quantas crianças foram
mortas desta vez ?
Não faça com os outros
O que você não quer que seja feito com você
Você finge que não vê e isso dá câncer
Não sei mais do que
sou capaz.
Esperança, teus lençóis tem cheiro de doença
E veja que da fonte sou os qulîmetros adiante
Celebro todo dia
Minha vida e meus amigos
Eu acredito em mim
E continuo limpo
Você acha que sabe mas
você não vê que a maldade é prejuízo
O que há de errado comigo ? Eu não sei nada e continuo limpo
Do lado do cipreste branco
+ esquerda da entrada do inferno
Está a fonte do esquecimento
Vou mais além, não bebo desta água
Chego ao lago da memória
Que tem água pura e fresca
E digo aos guardiões da entrada:
- Sou filho da Terra e do Céu
Dai me de beber que tenho
uma sede sem fim
Olhe nos meus olhos, sou o homem-tocha
Me tira essa vergonha
Me liberta dessa culpa
Me arranca esse ódio
Me livra desse medo
Olhe nos meus olhos, sou o
homem-tocha
E esta é uma canção de amor
E esta é uma canção de amor
E esta é uma canção de amor